Os polímeros reforçados com fibra de vidro GFRP (do inglês, Glass Fiber Reinforced Polymer) são materiais compósitos constituídos de fibra de vidro, embebidas numa matriz polimérica.

Os materiais compósitos, como o GFRP (ou, em português, Polímero Reforçado com Fibra de Vidro – PRFV), são constituídos por dois ou mais componentes. 

Há polímeros reforçados com fibras (FRP) de outros materiais como as de basalto, alumínio ou carbono.

No contexto, vamos falar de barras de polímeros reforçadas com fibras. E, cada material utilizado como fibras muda a característica das barras.

As resinas também são diferentes. Podem ser epóxi, a base de poliéster ou, ainda, vinílicas.

A combinação pode ser variada, entre as fibras e as resinas, e cada barra com materiais diferentes proporciona um efeito e características específicas.

O resultado dessa união de dois ou mais materiais, independente de qual fibra for trabalhada, é um produto que apresenta propriedades superiores às propriedades de cada componente individualmente.

Na composição do GFRP, os filamentos de vidro são longos em grande número e, unidos pelo polímero (como a resina epóxi), formam a “malha”.

Os filamentos têm uma espessura muito fina e, aglutinados, não são frágeis.

Pelo contrário, o GFRP é bastante resistente, tanto à tração quanto ao impacto.

O mais impressionante e útil, é que, ao mesmo tempo que é resistente, o GFRP é muito flexível.

Comparativamente a outras fibras, como a de carbono, as fibras de vidro têm um custo total mais baixo. 

Apesar do custo inferior, as fibras de vidro não perdem a qualidade e mantêm as características positivas: possuem alta resistência mecânica e ótimo desempenho quando submetidas a cargas dinâmicas.

Fabricação do GFRP

O GFRP também é chamado de perfil pultrudido de fibra de vidro. O nome não tão conhecido no Brasil, provém do processo de fabricação do material.

A pultrusão trata-se do processo de fabricação dos perfis. A palavra tem origem do inglês (verbo “to pull”), que significa puxar.

Portanto, a fabricação do GFRP consiste, basicamente, em as fibras (reforço) embebidas no polímero (matriz) serem, literalmente, “puxadas”, através de um molde.

As barras são produzidas nas máquinas, sem necessidade de emendas.

Utilização do GFRP

As barras de GFRP, quando produzidas para o uso na construção civil, em forma de vergalhões, já são bastante disseminadas no mundo.

No Brasil, há pouquíssimas iniciativas, a produção é baixa e a utilização ainda é praticamente insignificante.

Apesar dessa baixa adesão aos vergalhões de GFRP em nosso país, inúmeros engenheiros e arquitetos já se apropriaram dessa tecnologia para projetos variados, mundo afora.

– Obras em estradas

Os vergalhões de GFRP estão em praticamente todas as partes de pontes, viadutos, túneis e na base estrutural de rodovias.

Essas obras precisam ser projetadas para suportar cargas muito pesadas durante sua vida útil.

Assim, tanto os vergalhões de fibra de vidro quanto o concreto precisam ser robustos para suportar a carga, resistir ao tempo e dar segurança a quem trafega.

– Pisos e contrapisos

O GFRP também pode ser utilizado como uma malha para reforçar substancialmente pisos e contrapisos.

Com muito mais resistência, pisos e contrapisos tornam-se mais duradouros.

As tão comuns trincas são extremamente raras quando há a utilização do material visando propiciar tal resistência.

É claro que o posicionamento adequado da malha é essencial: abaixo e acima dela precisam ser colocadas camadas de concreto.

Outros dois elementos fundamentais para que haja a durabilidade esperada são a proporção e a compactação do concreto.

E, obviamente, uma mão de obra qualificada para trabalhar com esses materiais.

– Concreto armado na construção civil

Há, também, o uso em estruturas de concreto armado, extremamente necessários na maioria das obras de construção civil.

Os vergalhões fornecem a estruturação mecânica de lajes, fundações, pilares, vigas e demais estruturas de concreto.

O uso de concreto mais o vergalhão é indispensável para que haja resistência à tração e à compressão.

A resistência ao primeiro esforço, a tração, é papel do vergalhão; já a resistência ao segundo esforço, a compressão, fica por conta do concreto.

Por isso é fundamental que eles trabalhem juntos, numa combinação e complementaridade de materiais.

E, claro, precisam ser calculados de maneira adequada a suportarem cargas e serem consideravelmente duráveis.

GFRP para produção de vergalhões

O assunto da utilização das barras de GFRP já foi tratado por aqui. Caso queira saber mais, leia o post “3 formas de utilização dos vergalhões”.

A utilização de GFPR para a produção de vergalhões pode ser considerada uma inovação no Brasil, uma vez que o material ainda é escasso para essa destinação em nosso país.

E a construção civil brasileira tem muito a ganhar com essa nova possibilidade. Isso porque os vergalhões de GFPR:

1) são mais duráveis do que os de aço: segundo estudos, eles mantêm seu desempenho por 80 anos ou mais.

2) geram economia: enquanto 12 metros de vergalhão de fibra de vidro (bitola de 8mm) pesam 960g, 12 metros de vergalhão de aço chegam a 4,74kg.

Por isso, o transporte fica mais em conta e há necessidade de menos pessoas para o carregamento.

3) são mais fortes: a resistência à tração dos vergalhões de GFRP é de 2,5 a 3 vezes maior, quando comparados ao aço.

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